13 de maio, Ilú Oba contra a falsa abolição

Por Kauê Pallone

O Brasil foi o último país do ocidente a abolir a escravatura,  no dia 13 de maio de 1888 foi promulgada a Lei Áurea. Passaram-se então 131 anos desde a abolição e o racismo continua presente no dia a dia de um país que engrandece quem assinou a Lei, Princesa Isabel, se esquecendo dos que realmente lutaram pela libertação dos negros. Nomes como o de Luís Gama, José do Patrocínio e André Rebouças se apagam como a vida de jovens negros que morrem diariamente nas periferias. Mas se há aqueles que reforçam o racismo estrutural, há muitos que lutam para que o 13 de maio não seja de comemoração, mas sim de reflexão e combate ao racismo.

Com esse objetivo, o bloco afro Ilú Obá De Min ocupou a rua Treze de Maio no bairro do Bixiga, no centro de São Paulo, para não só se manifestar contra o racismo, mas também enfrentar o machismo, sexismo e a homofobia. A ideia do manifesto foi fazer um contraponto à comemoração da abolição,  com ritmos afro-brasileiros e referências à religiões de matriz africana o bloco lavou a rua Treze de Maio em um ato simbólico intitulado “Ilú Obá vem lavar essa mentiras”.

Ilu Obá - Kauê Pallone/Fotoguerrilha
Kauê Pallone/Fotoguerrilha
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