15 de maio pela educação

O mês de maio começou mau para o ensino e a pesquisa no Brasil, depois de um forte golpe vindo do Governo Federal,  que cortou R$ 7,4 bilhões sobre todo o orçamento de 2019 do Ministério da Educação (MEC), avaliado em R$ 149 bilhões no total da pasta. Deste corte, R$ 1,7 bi são do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino no país.

O ministro Abraham Weintraub, um Olavista de carteirinha, chamou o corte de “contingenciamento” e disse que o motivo seria baixo desempenho e uma suposta “balburdia” que ocorreria nas universidades. Estudantes e professores logo perceberam a gravidade dos cortes promovidos por Weintraub e um grande ato começou a ser organizado para enfrentar o desmonte na educação. O Presidente Jaír Bolsonaro, perguntado em uma entrevista sobre a mobilização marcada para o dia 15 de maio, chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “imbecis”.

A ignorância demonstrada pelo chefe do Poder Executivo brasileiro só inflamou ainda mais a população que ocupou as ruas em todos os cantos do país na luta pela educação, contra os cortes. Mais de 200 cidades tiveram manifestações, em alguns estados como Rio de Janeiro e São Paulo o número de pessoas nas ruas ultrapassou os 200 mil.

Sem recursos, foram anunciados cortes em pesquisa, auxílios-moradia e alimentos por algumas universidades, além de revelar a falta de dinheiro até mesmo para pagar contas de água, luz e fornecimento de equipamentos. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já prevê o comprometimento do segundo semestre de 2019. A Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES), instituição ligada ao MEC, perdeu R$ 819 milhões do total de R$ 4,1 bi e já anunciou o congelamento de bolsas que ainda não foram liberadas para pesquisa científica

Uma grande parte dos cortes que faltam nem foi anunciada e o que se prevê é um sucateamento ainda maior de toda a estrutura do ensino no Brasil.

O ato do dia 15 de maio, que contou com a hashtag #tsunamidaeducação se espalhando pelas redes sociais e depois se convertendo em corpo a corpo  e punhos cerrados nas ruas só demonstrou que não falta disposição para lutar pela educação e impedir o desmonte proposto por Bolsonaro e seus ministros. Veja a cobertura dxs fotografxs do Coletivo Fotoguerrilha no #15M que  tomou as ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Novos atos estão marcados para as próximas semanas.

Texto escrito por Kauê Pallone.

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