Ato “Inaceitável”, no Rio de Janeiro

Fotos por: Bárbara Dias e Kauê Pallone

Texto: Kauê Pallone

Enquanto o presidente Michel Temer espera sua segunda denúncia ser votada pelo congresso nacional, na noite de ontem (24/10) centenas de pessoas foram para as ruas no centro do Rio de Janeiro para protestar contra a austeridade de seu governo.

Na mídia corporativista, o ato foi considerado uma manifestação convocada por artistas, pois na teoria o ato seria “apartidário” e sem qualquer “fala política”, tendo até mesmo sido espalhado pela rede através de vídeos feitos por profissionais da indústria do entretenimento. Na prática, figuras da política burocrática e da grande mídia participaram da marcha, que teve sua concentração na Candelária e seguiu até a Cinelândia.

Se nos telejornais as notícias sobre a manifestação se limitaram à distorção da realidade, como se vivêssemos em uma grande novela das oito, na rua o cenário foi mais cru. Enquanto uma parcela do ato se distraía, a Polícia Militar se movimentava em direção dos manifestantes anarquistas, esses últimos se concentravam na escada da Câmara Municipal sendo o único contraponto ao Estado que realmente se mostrava independente e combativo.

Em um gesto de ação direta, os militantes autônomos picharam a parede da Câmara com uma mensagem compartilhada por todos da manifestação, as palavras “Fora Temer”. O design crítico do spray de tinta incomodou os policiais militares, que responderam com spray de pimenta e muita violência regada a bombas de gás e tiros de bala de borracha contra os manifestantes.

No momento da repressão não se viam mais figuras do entretenimento e da política, apenas a resistência de poucos manifestantes que realmente estavam lá para lutar, ocupar as ruas e resistir. O ato foi encerrado logo após os ataques da PM e até o momento não houveram registros de prisão ou feridos.

 

Confira as imagens

Bárbara Dias

 


 

Kauê Pallone

 


 

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