Por Sebá Neto.

Confira a história dos senegaleses da Praça da República.

O Brasil por tradição desde os tempos coloniais tem aglutinado povos e culturas distintas do mundo afora. E não é diferente nos dias atuais, principalmente nos grandes centros urbanos, onde novas comunidades de outros países se encontram.

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Nos últimos anos, depois dos haitianos, os senegaleses são o 2° maior grupo a atravessar a fronteira do Peru com o Brasil. Só em 2014, segundo o jornal “O Estado de São Paulo” os senegaleses foram os que mais solicitaram refúgio no País (1.687 de 8.302 pedidos) embora o órgão que regulamente a entrada de refugiados, o Comitê Nacional de Refugiados (Conare), não tenha aceitado nenhum pedido naquele ano.

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O Senegal apesar de viver uma situação de miséria e pouca oferta de emprego, pois, se encontra entre os 25 países com menor índice de desenvolvimento humano, tem uma consolidação na democracia e não sofre com guerras civis. O Brasil não considera o pedido de refúgio se não for comprovado, pois de acordo com o CONARE “o temor de perseguição por motivos de raça, religião, grupo social ou opiniões políticas, pelo qual o solicitante se viu obrigado a deixar o seu país de origem” pode ser o motivo para o asilo.

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Apesar das dificuldades encontradas em São Paulo, um grupo de senegaleses mourides conseguiram uma forma de difundir um pouco de sua cultura e sua religião na cidade. Eles promovem um encontro com batuques e cantorias. Com penteados e roupas típicas do Senegal, todas as segundas-feiras no final do dia, quem passa na Praça da República é contagiado pelas suas tradições.

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O mouridismo é um segmento do Islã, fundado por Cheikh Amadou Bamba no final do século XIX de forte caráter anticolonial. A seita foi formada a partir da fusão dos ensinamentos do profeta Maomé com valores da cultura wolof (do oeste africano) e atualmente algo em torno de 30% a 40% da população do Senegal é adepta do movimento.

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