Fotos: Rodrigo Campanário e Vitor Pastana

Texto: Vinícius Ribeiro

Desde 13 de Novembro a Casa do Estudante Fluminense(CEF) está ocupada por estudantes da UFF que demandam mais vagas para moradia estudantil, atualmente são 314 no Gragoatá e 48 em Rio das Ostras, para um total de 35 mil alunos em cursos presenciais na UFF.

Há quase 100 anos a CEF abriga estudantes, tendo uma importância política e histórica para a cidade de Niterói, sendo tombada pelo município em 2001. Apesar disso, segundo denuncias dos estudantes, existe um processo de degradação da casa. Abaixo um pouco da história da CEF

Em 1925 a casa é comprada pela antiga proprietária, Maria Julia Braga. Nesse período, por iniciativa da proprietária a casa passa a abrigar estudantes, e assim continua até sua morte . A casa é deixada para o estado com a condição de servir como moradia estudantil.

A casa foi local de resistência estudantil nos tempos da ditadura. Alunos que lá viviam foram perseguidos. E também na ditadura começa o sucateamento da casa, inicialmente cortando sua ligação com a secretaria de educação e assim cortando a alimentação que era fornecida aos estudantes.

Em 1978 ocorre o primeiro caso de despejo de estudantes, eles só conseguem se manter na casa após recorrerem judicialmente, e assim adquirem temporariamente o direito de permanência na casa.

Entre 2000 e 2003 a casa passa por um período de auto gestão, ainda nesse tempo é criado o fórum de luta pela moradia estudantil na UFF. Apesar disso em 2006 estudantes são despejados da casa e em resposta é criado o acampamento Maria Julia Braga que intensifica ainda mais a luta por moradia estudantil na UFF. Durante dois anos diversos locais da universidade são ocupados, incluindo a reitoria.

Em 2013 a casa tem seus últimos moradores, sendo utilizada como depósito desde então. Após a ocupação os estudantes encontraram a casa habitável porém em processo de degradação proposital.

Os estudantes alegam que a CEF tem como função social a moradia estudantil. A ocupação também serve como um meio de resgate da importância histórica da casa.

Essa reportagem é feita em colaboração entre os coletivos, Fotoguerrilha e Mariachi.

 

Confira as imagens:

 

Rodrigo Campanário

 

 


 

Vitor Pastana