São Paulo: 4º ato contra a tarifa termina em repressão

O quarto ato contra o aumento da tarifa no transporte de SP, ocorreu no fim da tarde de ontem (23) e mais uma vez foi reprimido pela Polícia Militar, que atacou os manifestantes de forma arbitrária após acontecer a simbólica queima da catraca.

O ato teve início no Terminal Pq. Dom Pedro,onde milhares de pessoas vão e voltam de ônibus do centro para suas  casas. Logo de início o ato foi cercado por um contingente  policial desproporcional em relação ao número de manifestantes, a tática de intimidar por quantidade de aparato militar já é conhecida pelos manifestantes, que não se acovardaram  diante dos milicos.

O trajeto seguiu pelo centro da cidade, passando pela região da Sé, Pateo do Colégio, seguiu pela prefeitura e fez uma parada em frente à Secretaria de Segurança Pública do Estado, onde foi feito um jogral sobre a maneira como o Estado tem tratado os atos contra o aumento da tarifa. Mais de 40 pessoas já foram presas em 3 semanas de manifesto contra a catraca.

A repressão reflete o momento do país, onde se manifestar nas ruas tem sido cada vez mais difícil por conta da violência policial que afasta a população dos atos.

No ato de ontem, a truculência policial ocorreu no bairro da Liberdade, ironicamente o nome do bairro se contrapõe com a repressão cada vez mais constante da PM em atos legítimos contra o valor abusivo da tarifa. Assim como nos atos anteriores, 4 pessoas foram presas desta vez.

Um ato de escracho à violência dos  militares está marcado para a próxima quinta-feira (30), em frente à Secretaria de Segurança Pública.

Confira às fotos do ato, feitas por Isabela Naiara e Kauê Pallone

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