Texto e fotos por: Kauê Pallone

Ontem (18), funcionários do sistema público de saúde do município do Rio de Janeiro promoveram um combativo ato em frente à Prefeitura da cidade para protestar contra o atraso nos salários, o sucateamento de todo o sistema e o fechamento de 11 Clínicas da Família da zona oeste. De acordo com os trabalhadores, serão ao todo 89 equipes de saúde da família, com mais de 700 funcionários cumprindo aviso prévio.

Durante toda a manhã, pequenos atos se espalharam pela cidade e às 11hrs se unificaram formando um grande ato na porta da Prefeitura. A Polícia Militar intimidava a todo tempo os trabalhadores que pacificamente praticavam seu direito de se manifestar. Depois de muito pressionar os manifestantes, alguns policiais tentaram fazer a prisão arbitrária de um agente de saúde, essa atitude promoveu um conflito entre os trabalhadores e os policiais militares que não conseguiram levar preso o agente de saúde graças à resistência de outros manifestantes diante da repressão que a PM tentava aplicar sobre o ato.

Em seguida, o ato conseguiu se livrar das investidas da PM e todos caminharam pelas vias ao redor da Prefeitura, porém ao chegarem na Avenida Presidente Vargas, os manifestantes foram recebidos com mais violência policial. Bombas de gás e de efeito moral foram lançadas contra os trabalhadores (entre eles muitos idosos), além de tiros de bala de borracha.

Após a repressão o ato foi encerrado, mas uma assembleia já foi convocada para a próxima semana e uma possível greve na saúde pode ocorrer em breve.

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